Audiometria Tonal e Vocal em Goiânia: como funciona, quando fazer e para quais idades
A audiometria tonal mede o quanto a pessoa ouve em cada frequência sonora. A audiometria vocal avalia se ela compreende o que foi dito. Juntos, os dois exames revelam a imagem completa da saúde auditiva — e são indicados para crianças a partir de 6 anos, adultos e idosos. Na CLIMT SAÚDE, o exame é realizado com Fono João Lucas na unidade Setor Aeroporto em Goiânia.
Por que a perda auditiva demora para ser percebida
A audição é comprometida de forma silenciosa. A perda acontece gradualmente — frequentemente ao longo de anos —, e quem perde audição desenvolve estratégias compensatórias sem perceber: pede para repetirem, aumenta o volume da televisão, escolhe lugares mais quietos, evita situações em grupo.
Nas crianças, o sinal raramente chega como “minha criança não está ouvindo”. Chega como queixa de professora por desatenção, atraso na fala, dificuldade de leitura, irritabilidade em ambientes barulhentos. A perda auditiva não identificada na infância afeta desenvolvimento de linguagem, desempenho escolar e socialização.
A audiometria tonal e vocal é o exame que coloca número e nome no problema — e que define o caminho correto de tratamento.
Audiometria tonal: o que mede e como é feita
A audiometria tonal mede o limiar auditivo: o menor som que a pessoa consegue detectar em cada frequência sonora. As frequências avaliadas vão de 250Hz — sons graves, como vogais e a voz masculina — a 8.000Hz — sons agudos, como sibilantes e consoantes de fala.
O exame é realizado em ambiente acústico controlado, com fones de ouvido ou vibrador ósseo (que conduz o som diretamente ao ouvido interno, sem passar pelo canal auditivo). O fonoaudiólogo apresenta tons em intensidades decrescentes até encontrar o menor nível que o paciente ainda detecta — em cada frequência e em cada orelha separadamente.
O resultado é registrado em um gráfico chamado audiograma, que permite classificar a audição por grau — conforme a classificação da Organização Mundial da Saúde de 2020 — e por tipo:
- Perda condutiva: o problema está no ouvido externo ou médio — cera acumulada, perfuração de tímpano, otite com líquido na orelha média, alteração nos ossículos. Frequentemente reversível com tratamento.
- Perda neurossensorial: o problema está no ouvido interno (cóclea) ou no nervo auditivo. É o tipo mais comum em adultos e idosos, e em trabalhadores expostos a ruído.
- Perda mista: componentes dos dois tipos presentes simultaneamente.
Essa classificação é o ponto de partida para qualquer decisão clínica: encaminhar ao otorrinolaringologista, indicar aparelho de amplificação sonora, recomendar reabilitação auditiva, realizar monitoramento periódico.
Audiometria vocal: o que acrescenta e por que é complementar
A audiometria vocal — também chamada de logoaudiometria — responde a uma pergunta diferente da tonal: a pessoa não apenas detecta o som, mas compreende o que foi dito?
Essa distinção é clinicamente importante porque a compreensão da fala depende não apenas da sensibilidade auditiva em cada frequência, mas também da forma como o sistema auditivo processa e integra os sons da linguagem. Uma pessoa pode ter limiar tonal leve e ter dificuldade expressiva para entender fala em ambientes com ruído ou ao telefone. O exame vocal quantifica esse gap.
O fonoaudiólogo apresenta palavras em intensidades diferentes. O paciente repete o que ouviu. Os principais resultados são:
- LRF — Limiar de Reconhecimento de Fala: a menor intensidade em que o paciente reconhece 50% das palavras apresentadas. Deve estar compatível com o audiograma tonal — discordâncias entre LRF e tonal são informações diagnósticas importantes.
- IRF — Índice de Reconhecimento de Fala: a porcentagem de palavras corretamente reconhecidas quando o som é apresentado em intensidade confortável. Indica o impacto real da perda auditiva na comunicação diária.
Para crianças que ainda não leem ou que têm dificuldade de resposta verbal, a Audiometria Vocal de Resposta por Imagens (AVRI) adapta o teste: palavras são associadas a figuras e a criança aponta para a imagem correspondente ao que ouviu.
Para crianças a partir de 6 anos: quando fazer e como o exame é adaptado
A partir dos 6 anos, a maioria das crianças consegue cooperar com o protocolo convencional de audiometria, com as adaptações lúdicas que tornam o exame acessível e confortável.
O protocolo infantil condiciona a criança a realizar uma atividade quando percebe o som — encaixar uma peça, apontar para uma imagem, realizar um gesto combinado com o fonoaudiólogo. Isso mantém o engajamento ao longo do exame e produz resultados clinicamente confiáveis.
Os sinais que indicam avaliação auditiva para crianças a partir de 6 anos:
Dificuldade de acompanhar instruções em sala de aula ou em casa, especialmente sem contato visual. Necessidade constante de repetição sem que o ambiente seja barulhento. Atraso na fala, na linguagem ou na leitura sem causa aparente. Histórico de otites repetidas ou de infecções de ouvido frequentes na primeira infância. Queixa de ouvido tapado, dor de ouvido ou sensação de pressão. Qualquer suspeita de pais, educadores ou pediatra de que a criança não responde adequadamente aos sons.
A avaliação auditiva deve ser considerada antes de qualquer conclusão diagnóstica sobre dificuldade de atenção, déficit de aprendizagem ou problemas de comportamento — porque esses sintomas podem ser consequência de perda auditiva não identificada.
Para adultos: os sinais que indicam que é hora de fazer o exame
A perda auditiva no adulto raramente se apresenta como “não estou ouvindo”. Apresenta-se como: dificuldade de acompanhar conversas em grupo, especialmente em restaurantes ou reuniões; necessidade de aumentar o volume da televisão até incomodar quem está ao lado; dificuldade de entender ao telefone, especialmente com voz feminina ou infantil; sensação de que as pessoas “falam baixo demais” ou “engolindo as palavras”; e zumbido — sensação de som persistente sem fonte externa, que frequentemente acompanha perda auditiva.
Para trabalhadores expostos a ruído — indústria, construção, agronegócio, aviação, entretenimento —, a audiometria é exame obrigatório pelo PCMSO. O exame admissional estabelece o baseline auditivo. O periódico detecta mudanças de limiar que indicam dano em curso — a PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído), doença ocupacional irreversível cuja prevenção começa pela detecção precoce.
Para idosos: a presbiacusia e o impacto na qualidade de vida
A presbiacusia é a perda auditiva relacionada ao envelhecimento natural do sistema auditivo. Afeta principalmente as frequências altas — justamente as frequências das consoantes que distinguem palavras semelhantes. O idoso com presbiacusia ouve que alguém falou, mas não entende o que foi dito — especialmente em ambientes com ruído de fundo.
A audiometria tonal e vocal dimensiona a perda, identifica o padrão e orienta a indicação de aparelho de amplificação sonora quando necessário. O aparelho indicado com base no audiograma e ajustado para o perfil específico de perda de cada paciente tem resultado significativamente melhor do que o aparelho adquirido sem avaliação.
Idosos com perda auditiva não tratada têm maior isolamento social, maior risco de depressão e — conforme estudos recentes — maior associação com declínio cognitivo. A avaliação auditiva preventiva faz parte do envelhecimento saudável.
Como se preparar para o exame
Evitar exposição a sons fortes — shows, eventos, maquinário — e uso de fone de ouvido com música pelo menos 14 horas antes do exame. Esse período de repouso auditivo garante que os limiares medidos representam a audição habitual do paciente, não a audição fatigada por exposição recente.
Para crianças: chegar descansada e bem alimentada melhora a cooperação e a qualidade do resultado. Não agendar outros exames ou compromissos que possam cansar a criança no mesmo turno.
Trazer resultados de audiometrias anteriores quando disponíveis — a comparação com exames anteriores é clinicamente valiosa para identificar mudanças ao longo do tempo.
O exame completo — áudio tonal + vocal — é realizado em ambiente acústico controlado, com resultado explicado ao paciente e/ou responsável ao final do atendimento.
📍 CLIMT SAÚDE — Setor Aeroporto, Goiânia/GO
Alexandre Monteiro Pena
Administrador — CRA/GO 15078
Diretor responsável pela gestão estratégica da CLIMT SAÚDE

