Exame de Ácido Hipúrico Urinário em Goiânia
Exame de biomonitoramento para trabalhadores expostos ao tolueno — solvente presente em tintas, vernizes, colas, calçados e gráficas. O ácido hipúrico urinário é o principal metabólito do tolueno e o indicador adotado pela NR-7, com IBMP de 2,5 g/g de creatinina em urina pós-jornada. Requer restrição de frutas, sucos e alimentos com benzoato nas 24 horas anteriores à coleta. Laudo válido para PCMSO e eSocial. Coleta sem agendamento nas unidades da CLIMT SAÚDE em Goiânia.
O tolueno é um dos solventes orgânicos mais utilizados na indústria brasileira — presente em tintas, vernizes, colas, borracha, calçados, gráficas e combustíveis. A exposição crônica causa neurotoxicidade progressiva: cefaleia, tontura, comprometimento cognitivo, perda de memória e, em casos graves, encefalopatia tóxica. O ácido hipúrico urinário é o principal metabólito do tolueno e o indicador biológico adotado pela NR-7, com IBMP estabelecido pelo Ministério do Trabalho. A CLIMT SAÚDE realiza a coleta e o gerenciamento laboratorial em Goiânia, com laudo técnico válido para o PCMSO.
O tolueno é absorvido principalmente por inalação de vapores no ambiente de trabalho. Por ser altamente lipossolúvel, concentra-se no sistema nervoso central, causando efeitos agudos dose-dependentes — euforia, desinibição e tontura em baixas concentrações, e depressão do SNC, perda de consciência e risco de vida em altas concentrações. A exposição crônica causa síndrome toluênica: cefaleia persistente, fadiga, distúrbios do sono, comprometimento cognitivo e de memória, alterações de humor e, nos casos mais graves, encefalopatia tóxica com alterações estruturais cerebrais visíveis à ressonância magnética.
O ácido hipúrico é o principal metabólito urinário do tolueno e o indicador de primeiro uso pela NR-7. Sua principal limitação é a interferência alimentar: alimentos como frutas, sucos, conservas e benzoatos presentes em alimentos industrializados elevam o ácido hipúrico urinário independentemente da exposição ao tolueno. Quando há suspeita de interferência alimentar elevada ou em trabalhadores com dieta rica em conservantes, o orto-cresol urinário — metabólito menor do tolueno, mais específico e sem interferência alimentar relevante — é o indicador complementar de escolha.
O exame é obrigatório no PCMSO de trabalhadores em: fabricação e aplicação de tintas, vernizes e esmaltes com tolueno como solvente, indústria de calçados e artefatos de borracha com colas à base de tolueno, gráficas e indústria editorial com tintas e solventes, fabricação de adesivos e selantes, laboratórios com uso de tolueno como reagente ou solvente de extração, produção de resinas e polímeros, e indústria de refino de petróleo com exposição a cortes aromáticos contendo tolueno.
A coleta é feita em amostra de urina isolada ao final da jornada de trabalho (pós-jornada), conforme recomendação da NR-7. O preparo alimentar é o ponto mais importante: o trabalhador deve evitar o consumo de frutas, sucos de frutas, refrigerantes, conservas e alimentos industrializados com benzoato de sódio (conservante E211) por pelo menos 24 horas antes da coleta. Esses alimentos contêm ácido benzóico que é metabolizado a ácido hipúrico, elevando o resultado independentemente da exposição ao tolueno.
Não há necessidade de jejum total — apenas a restrição dos alimentos mencionados. A CLIMT fornece lista completa dos alimentos a evitar e orienta o trabalhador e a empresa sobre todos os procedimentos de preparo e coleta. Em casos onde a restrição alimentar não é possível ou confiável, o médico do trabalho pode optar pelo orto-cresol urinário como indicador alternativo, por ser mais específico e não sofrer interferência alimentar relevante.
Conforme NR-7 — a periodicidade é definida pelo médico do trabalho responsável
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