Exame de Mercúrio Urinário em Goiânia
Exame de biomonitoramento para trabalhadores expostos ao mercúrio elementar e inorgânico. O mercúrio urinário é o indicador de eleição adotado pela NR-7, com IBMP estabelecido pelo Ministério do Trabalho, indicado para laboratórios, odontologia com amálgama, garimpo de ouro e indústria cloro-soda. A exposição crônica causa mercurialismo — síndrome com tremores, alterações cognitivas e nefrotoxicidade progressiva. Laudo válido para PCMSO e eSocial. Coleta sem agendamento nas unidades da CLIMT SAÚDE em Goiânia.
O mercúrio é um metal pesado neurotóxico e nefrotóxico que se apresenta em diferentes formas — elementar (vapor), inorgânico (sais) e orgânico (metilmercúrio). Na exposição ocupacional, a forma mais comum é o mercúrio elementar ou inorgânico, absorvido principalmente por inalação de vapores em laboratórios, indústria cloro-soda, odontologia e garimpo. O mercúrio urinário é o indicador biológico de eleição para essas formas de exposição, adotado pela NR-7. A exposição crônica causa tremores, gengivite, alterações de personalidade e comprometimento cognitivo progressivo — efeitos que podem ser prevenidos com monitoramento periódico e intervenção precoce. A CLIMT SAÚDE realiza a coleta e o gerenciamento laboratorial em Goiânia, com laudo válido para o PCMSO.
A exposição crônica ao mercúrio inorgânico e elementar causa o mercurialismo — síndrome com manifestações neurológicas e renais progressivas. Os sintomas neurológicos clássicos são a tríade: tremores finos de intenção (mais evidentes nas mãos), eretismo mercurial (irritabilidade, timidez excessiva, alterações de personalidade e memória) e gengivite ulceronecrosante com salivação excessiva. A nefrotoxicidade manifesta-se por proteinúria tubular e glomerular. O monitoramento periódico do mercúrio urinário permite detectar absorção excessiva antes do surgimento de sintomas clínicos estabelecidos.
O exame é indicado para trabalhadores em: laboratórios de análises clínicas e pesquisa com uso de mercúrio, indústria cloro-soda com células de mercúrio (em processo de substituição), odontologia com amálgama de prata-mercúrio, garimpo de ouro com amalgamação (garimpo manual), fabricação e descarte de termômetros, barômetros e manômetros de mercúrio, produção de lâmpadas fluorescentes e de vapor de mercúrio, fabricação de baterias de mercúrio e fungicidas organomercuriais, e indústrias que utilizam catalisadores de mercúrio.
O mercúrio urinário é o indicador preferencial para exposição ao mercúrio elementar e inorgânico — as formas mais comuns na exposição ocupacional. O mercúrio sanguíneo é mais indicado para exposição ao metilmercúrio (mercúrio orgânico), presente em peixes contaminados e em algumas atividades industriais específicas — já que menos de 10% do metilmercúrio absorvido é eliminado pela via urinária, o exame de urina tem pouca sensibilidade para detectar esse tipo de exposição. Em situações de exposição mista ou de dúvida sobre a forma de mercúrio envolvida, o médico do trabalho pode solicitar ambos os exames para avaliação completa.
A coleta é feita em amostra de urina isolada ao final da jornada de trabalho (pós-jornada), conforme recomendação da NR-7. Em alguns protocolos, pode ser solicitada urina de 24 horas para avaliação mais abrangente da excreção — a requisição médica especificará o tipo de coleta. Não há necessidade de jejum.
Atenção especial à prevenção de contaminação: a coleta deve ser feita em frasco específico para dosagem de metais, sem conservantes inadequados. O trabalhador deve lavar bem as mãos antes da coleta. A amostra deve ser protegida da luz e encaminhada ao laboratório refrigerada. A CLIMT orienta trabalhadores e empresas sobre todos os procedimentos de preparo, coleta e transporte para garantir a qualidade analítica e a validade do resultado.
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